allan moore


04/12/2005


Referencial teórico:

ARGAN, G. C; Arte moderna; São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
BEHR, S; Expressionismo; São Paulo: Cosac e Naify, 2000.

Eisner, W.l – Quadrinhos e Arte Sequencial. Ed Martins Fontes, São Paulo, 1995.
GUINSBURG, J; O Expressionismo; São Paulo: Editora Perspectiva, 2002.
READ, H; Educação Através da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1971.
Mccloud S. Desvendando os Quadrinhos, Curitiba, makron Books


"http://pt.wikipedia.org/wiki/Expressionismo"

Escrito por allan às 12h00
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3. Processo Criativo

A abordagem adotada terá como base o formato do portfólio, entendido como um instrumento que compreende a compilação de trabalhos realizados durante a disciplina.
A metodologia de representação constituirá na repetição das imagens, de forma a explorar o grafismo e, ao mesmo tempo, buscar um estilo pessoal de desenho a partir da figura humana e dos ambientes urbanos. Para isso, utilizarei as técnicas tradicionais de desenho juntamente com as possibilidades inerentes as novas tecnologias, entendidas aqui como suporte.
Nos desenhos, que serão feitos em preto e branco, será utilizada a técnica do nanquim sobre papel.



Escrito por allan às 11h59
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Desenho Avançado


Desenho

1. conceituação

O conceito de desenho adotado neste trabalho tem por base os fundamentos da estética expressionista em que, através da distorção de formas e uso característico de linhas, procura-se imprimir impacto emocional aos trabalhos artísticos.
Também serão analisados os aspectos deformantes, atualizados, e a relação dos mesmos com a linguagem das historias em quadrinhos e o cinema.

2. Histórico

O expressionismo se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com o padrão de beleza tradicional e exibem enfoque pessimista da vida, marcado por angústia, dor, inadequação do artista diante da realidade e, muitas vezes, necessidade de denunciar problemas sociais.
Iniciado no fim do século XIX por artistas plásticos da Alemanha,
alcança seu auge entre 1910 e 1920 e expande-se para a literatura, a música, o teatro e o cinema. Em função da I Guerra Mundial e das limitações impostas pela língua alemã, tem maior expressão entre os povos germânico, eslavo e nórdico. Na França, porém, manifesta-se no fauvismo.
Após o fim da guerra, influencia a arte em outras partes do mundo. Muitos artistas estão ligados a grupos políticos de esquerda.
Assim como a Revolução Russa (1917), as teorias psicanalíticas do austríaco Sigmund Freud, a evolução da ciência e a filosofia do alemão Friedrich Nietzsche, o expressionismo está inserido no ambiente conturbado que marca a virada do século.
O principal precursor do movimento é o pintor holandês Vincent van Gogh, criador de obras de pinceladas marcadas, cores fortes, traços expressivos, formas contorcidas e dramáticas. Em 1911, numa referência de um crítico à sua obra, o movimento ganha o nome de expressionismo.
As obras propõem uma ruptura com as academias de arte e o impressionismo. É uma forma de "recriar" o mundo em vez de apenas captá-lo ou moldá-lo segundo as leis da arte tradicional. As principais características são distanciamento da pintura acadêmica, ruptura com a ilusão de tridimensionalidade, resgate das artes primitivas e uso arbitrário de cores fortes. Muitas obras possuem textura áspera devido à grande quantidade de tinta nas telas. É comum o retrato de seres humanos solitários e sofredores. Com a intenção de captar estados mentais, vários quadros exibem personagens deformados, como o ser humano desesperado sobre uma ponte que se vê em O Grito, do norueguês Edvard Munch (1863-1944), um dos expoentes do movimento.
O expressionismo vive seu auge a partir da fundação de dois grupos alemães: o Die Brücke (A Ponte), em Dresden, que faz sua primeira exposição em 1905 e dura até 1913; e o Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), em Munique, ativo de 1911 a 1914. Os artistas do primeiro grupo, como os alemães Ernst Kirchner (1880-1938) e Emil Nolde (1867-1956), são mais agressivos e politizados. Com cores quentes, produzem cenas místicas e paisagens de atmosfera pesada. Os do segundo grupo, entre eles o russo Vassíli Kandínski (1866-1944), o alemão August Macke (1887-1914) e o suíço Paul Klee (1879-1940), voltam-se para a espiritualidade. Influenciados pelo cubismo e futurismo, deixam as formas figurativas e caminham para a abstração. Na América Latina, o expressionismo é principalmente uma via de protesto político. No México, o destaque são os muralistas, como Diego Rivera (1886-1957). grande manifestação de protesto expressionista é o painel Guernica, do espanhol Pablo Picasso. Retrata o bombardeio da cidade basca de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola. A obra mostra sua visão particular da angústia do ataque, com a sobreposição de figuras, como um cavalo morrendo, uma mulher presa em um edifício em chamas, uma mãe com uma criança morta e uma lâmpada no plano central.
Os filmes produzidos na Alemanha após a I Guerra Mundial são sombrios e pessimistas, com cenários fantasmagóricos, exagero na interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens. Um exemplo é O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene (1881-1938), que marca o surgimento do expressionism no cinema alemão em 1919. Filmes como Nosferatu, de Friedrich Murnau (1889-1931), e Metrópolis, de Fritz Lang (1890-1976), traduzem as angústias e as frustrações do país em plena crise econômica e social. O nazismo, que domina a Alemanha a partir de 1933, acaba com o cinema expressionista. Passam a ser produzidos apenas filmes de propaganda política e de entretenimento.
O movimento é marcado por subjetividade do escritor, análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. Em geral, a linguagem é direta, com frases curtas. O estilo é abstrato, simbólico e associativo. O irlandês James Joyce, o inglês T.S. Eliot (1888-1965), o tcheco Franz Kafka e o austríaco Georg Trakl (1887-1914) estão entre os principais autores que usam técnicas expressionistas.
O expressionismo e os quadrinhos

No final do século XIX e inicio do século XX os impressionistas convenceram seus contemporâneos de que eles viam o mundo como verdadeiramente é e, outro mundo despercebido começou a se tornar visível. Nas obras de Edvard Munch e Vincent Van Gogh, o estudo objetivo da luz, tão prezado pela corrente impressionista, foi abandonado em favor de uma abordagem nova e assustadoramente subjetiva. O expressionismo, como foi chamado, começou como uma expressão do turbilhão interno que os artistas simplesmente não podiam reprimir. Por traz da idéia havia toda uma ciência, com a chegada do novo século, cabeças mais frias como a de Kandinsky, demonstraram grande interesse no poder do traço, forma e cor pra sugerir o estado interior do artista e provocar os sentidos. Kandisky e seus companheiros buscavam uma arte que, de algum modo, pudesse unir os sentidos e com isso, unir as diferentes formas de artes que atraiam os sentidos. Chamamos essa idéia de Cinestética.
Os historiadores da arte dizem que, embora pintores músicos e poetas tenham usado tais conceitos, os profissionais da arte seqüencial (quadrinhos) permaneceram ignorantes a eles, mas isso não é verdade: Pesquisando este século de quadrinhos, nós encontramos criadores expressionistas como Rory Hayes, porém não são muitos, a maioria usa um estilo bem direto, icônico, talvez, mas sem as linhas expressivas de um Munch ou as cores de um Van Gogh, as vezes a expressão não esta na imagem, mas naquilo que está sendo expresso e, embora alguns artistas se considerem expressionistas, isto não significa que não possam diferenciar suas linhas como racional, dinâmica, conservadora ou qualquer outro termo mesmo as linhas carregando consigo todo seu potencial expressivo, resumindo todo este mundo invisível dos sentidos e emoções do expressionismo e muito bem usado nos quadrinhos.
Numerosas outras influências afetaram os quadrinhos, as influências de Degas e do seu traço e dos cartazes de Toulouse Lautrec, são ainda freqüentemente usados nas histórias sofisticadas para criar uma atmosfera. A cor é freqüentemente usada de maneira a lembrar Lautrec.

Escrito por allan às 11h57
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23/11/2005


Escrito por allan às 21h11
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26/10/2005


Desenho

Primeiro desenho.

Escrito por allan às 21h58
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19/10/2005


Meu projeto de desenho está voltado para a estetica expressionista e suas possibilidades.

Escrito por allan às 20h57
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